segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Adventistas e Jóias

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Por ANGEL MANUEL RODRIGUEZ
Tradução: Dra.Silma Almeida

Finalmente, após anos de debates às vezes calorosos, uma publicação nova aborda as dúvidas sobre o que a Bíblia ensina sobre o uso de jóias. O Dr. Angel Manuel Rodriguez, colunista da Adventist Review e diretor associado do Instituto de Pesquisas Bíblicas da Conferência Geral, colocou em palavras uma visão do assunto, sob o ponto de vista bíblico, livre de sentimentos e depois de muito pesquisar. Em 125 páginas, JÓIAS NA BÍBLIA explora as implicações de como a Bíblia lida com essa questão e como isso se relaciona com a vida cristã.

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Publicado este ano, o livro proporciona informação atualizada que deve ser levada em consideração antes de se chegar a conclusões. Aqueles que estão dispostos encarar o assunto sem pré julga-lo devem aproveitar a oportunidade para ler o livro por inteiro.


Aqueles que acreditam na Bíblia como norma de fé e prática, estão dispostos a compreender como seus ensinamentos sobre o uso de jóias afetam a vida cristã de cada um. Reconhecemos que as pessoas são muito sensíveis no que diz respeito a regras sobre o que usar ou não usar, mas a questão neste caso é definida pela autoridade da Bíblia em nossas vidas. Os adventistas se dizem sempre dispostos a submeterem-se à vontade de Deus expressa nas escrituras, e por esta razão nos sentimos à vontade para explorar as implicações dos ensinos bíblicos sobre jóias para nós hoje. Interessante que este assunto não é tão complexo como muitos acreditam, uma vez que entendemos o ponto de vista bíblico sobre o assunto. Então, vamos explorar algumas das implicações.

A. ALGUMAS IMPLICAÇÕES

1. Posição Adventista sobre o uso de jóias e a Bíblia

A posição adventista concernente ao uso de jóias rejeita o uso das jóias ornamentais e aceita que existam jóias funcionais, e que o uso destas não necessariamente viola o padrão. Como visto acima, isto é o que a Bíblia declara com respeito ao uso de jóias. É verdade que para algumas pessoas é difícil aceitar o conceito de que as jóias hoje podem ter funções diferentes, mas elas, mesmo no mundo ocidental servem para várias utilidades. Jóias religiosas são comuns entre os integrantes do movimento Nova Era e também entre cristãos ( o crucifixo, entre os católicos); e o interesse no ocultismo tem trazido o uso de jóias para proteção. Em alguns países as jóias indicam a posição social de responsabilidade de reis, rainhas e chefes tribais. É claro que a jóia funcional mais conhecida é a aliança matrimonial, usada como símbolo de amor e comprometimento entre o casal. Entretanto, na maioria dos casos a função principal das jóias hoje, parece ser ornamental. É este aspecto ornamental que a igreja, de acordo com as escrituras, tem rejeitado e tido como inapropriado para os cristãos.

Jóias ornamentais usualmente, mas não exclusivamente, se encontram na forma de brincos, anéis, anéis de nariz, pulseiras, colares e pulseiras de tornozelo, e são usadas para sofisticar a aparência do indivíduo. De uma certa maneira esta é a definição implícita de jóias ornamentais que encontramos no “Action on Display and Adornment” feita durante o Concílio Anual da Conferência Geral em 1972. Diz: “Adereços pessoais, colares, brincos, pulseiras e anéis ornamentais não devem se usados.”1

2. USO RESTRITO DE JÓIAS FUNCIONAIS

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Sem dúvida esta é a área que tende a criar confusão nas mentes de alguns adventistas que preferem ter todos os tipos de jóias como sendo do mau, ou entre aqueles que preferem rejeitar o padrão, mas preservar o princípio por trás dele. Permitindo o uso limitado de jóias funcionais, a igreja está seguindo a posição bíblica. A questão com a qual se depara consiste em definir o que é jóia funcional, e a partir de que ponto esta passa a ser ornamental.

Partindo-se do princípio de que a maioria das sociedades tem um entendimento cultural do que vem a ser jóia funcional, não será difícil identifica-las. O que cada um precisa perguntar é: Qual é o objetivo desta peça em minha cultura? Se não se conseguir descobrir o objetivo, este é provavelmente ornamental. No mundo ocidental as jóias funcionais são fáceis de se identificar, porque suas funções são intrínsecas a suas possibilidades de marketing e satisfazem a necessidades específicas na vida do indivíduo. Por exemplo, o relógio foi feito com o objetivo expresso de nos informar as horas; uma aliança de casamento já é vendida como aliança de casamento; e abotoaduras são manufaturadas para unir os punhos da camisa. O broche pode ser um ornamento funcional se for usado para manter unidas duas ou mais peças de roupa.

Obviamente, uma jóia funcional pode ser feita de maneira que sua função ornamental sobrepuje qualquer outro objetivo.Neste caso ela deve ser considerada inapropriada para um cristão. Sobre que base isto deve ser decidido? A solução que o texto bíblico sugere é o uso de princípios bíblicos para determinar o que é e o que não é apropriado como adereços pessoais. Provavelmente poderiam ser identificados vários princípios, mas a igreja aponta os três mais importantes: simplicidade, modéstia e economia. Jóias funcionais devem ser avaliadas com base nestes três princípios.

Simplicidade”, apesar de não ser um termo muito comum na Bíblia, é considerada uma importante virtude cristã. No novo testamento o termo grego haplotes parece ser o mais importante usado para expressar conceitos de simplicidade, singeleza e sinceridade. 2 A utilização deste termo na tradução grega do velho testamento e no novo testamento indica que simplicidade consiste em compromisso indivisível a um único objetivo, o serviço de Deus. É caracterizado pela ausência de comportamento ambíguo ou duplo (2 cor 11:3; Mat 6:22). Na verdade “Ao contrário de pessoas duplas, aqueles que dividem o coração, aqueles que são simples, não tem outra preocupação que não seja fazer a vontade de Deus e observar Seus preceitos; sua existência é uma expressão de compaixão e retidão”. 3

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A simplicidade, sendo um total dar-se a si mesmo ao Senhor e à Sua vontade, está expressa na maneira como agimos e como nos adornamos. Jóias funcionais devem revelar que o centro de nossas vidas está na nossa aliança com o Senhor e não em nossa própria ostentação. Um coração não dividido mostrará sua total lealdade ao Salvador através de um estilo de vida dedicado ao Seu serviço e ao próximo. O princípio da simplicidade na escolha de jóias funcionais, então, significa que estas peças devem testificar que vivemos uma vida irrepreensível e despretensiosa, exclusivamente orientada para nosso Salvador e Senhor. Isto é sem dúvida a singeleza de um coração simples. 4

A palavra “modéstia” é usada por Paulo em sua discussão a respeito de adereços próprios aos cristãos (1Tim 2:9), e significa o respeito próprio determinado por uma vida que agrada ao Senhor. Conseqüentemente leva a evitar excessos ou extremos e reconhece e aceita os limites do que é propício. O que é propício não é simplesmente o que a sociedade estabeleceu, mas basicamente o que foi especificado nas instruções dadas pelos apóstolos para a comunidade dos crentes.Quando as instruções dadas aos cristãos coincidem com os valores da sociedade, a igreja é beneficiada, pois seus valores não entrarão em conflito com os valores dos não crentes. Em resumo, jóias funcionais modestas evitam chamar a atenção para o eu, e são leais aos parâmetros cristãos do que é propício.

O termo “economia” é difícil de ser definido, porque é diferente para cada pessoa. O que custa barato pode, em longo prazo se tornar caro e o que custa caro pode ser mais econômico. Nos textos bíblicos referentes a jóias, o princípio da economia não é enfatizado. Entretanto, a Bíblia nos orienta diligentemente sobre a mordomia concernente a nossos recursos financeiros e sobre como temos que dar conta deles a Deus. 5 No caso de jóias funcionais “economia “provavelmente significa que a partir do momento em que jóias caras geralmente tendem a ser para ostentação, temos que evitar compra-las, e que investir grandes somas de dinheiro no que é, sob ponto de vista bíblico, de pequeno valor para a vida cristã, viola nossa responsabilidade de mordomos do Senhor.

3. SÍMBOLO DE STATUS SOCIAL

Usar jóias como símbolo de status social e poder é em poucos casos tolerado na Bíblia, e em outros casos, reprovado. Este fenômeno deve nos alertar a sermos cuidadosos ao lidarmos com esta função particular das jóias na igreja. Aqui nos deparamos com uma situação na qual a prática cultural ao redor do mundo tem grande influência no que for decidido pela igreja. Por exemplo, oficiais militares usualmente expõem insígnias e medalhas que identificam suas patentes e atos de bravura. Esta é uma prática cultural bem aceita e a igreja pode considerar este tipo de jóia como funcional. Outro exemplo: o anel de formatura parece apenas servir para mostrar nossa superioridade sobre outros que, por inúmeras razões, não alcançaram o mesmo que nós, academicamente. É esta uma jóia funcional propícia? Provavelmente não. Mas talvez, o princípio que nos governa seja que qualquer atitude, símbolo ou ação que introduza distinções sociais desnecessárias entre os cristãos deve ser avaliada cuidadosamente e sempre que possível deposta aos pés da cruz de Cristo, onde há igualdade de pecados e de graça. A ênfase deve ser colocada no que une e não no que separa.

4. PRINCÍPIOS VERSUS PADRÕES

Os padrões a respeito das jóias (rejeição de jóias ornamentais; uso restrito de jóias funcionais) e os princípios que as regulam (simplicidade, modéstia e economia), tem relevância permanente no tempo e na cultura. Estes princípios podem e devem ser usados para determinar o que é apropriado com respeito ao uso de jóias funcionais. Neste caso particular, a igreja não deve fazer listas do que é ou não apropriado, mas deve guiar e permitir aos seus membros, sob a direção do Espírito Santo, a aplicar os princípios bíblicos a cada diferente cultura. Temos que reconhecer que há determinadas áreas na vida cristã em que o indivíduo deve decidir o que fazer, particularmente com seu Deus. Isto é na verdade um sinal de maturidade espiritual. É possível e até provável que muitos usarão erroneamente esta liberdade, mas isto não é desculpa para negar a liberdade dada a nós pela própria Bíblia.

B. PERIGOS ASSOCIADOS AOS PADRÕES SOBRE JÓIAS

Qualquer padrão pode ser mal interpretado ou mal aplicado, perdendo seu objetivo de contribuir para o bem estar do cristão. O padrão bíblico sobre jóias não é exceção. Exploraremos agora alguns perigos que encontraremos ao enfatizarmos a aceitação do padrão cristão a respeito das jóias, e daremos algumas sugestões a respeito de como lidar com eles em nossas vidas.

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1. PECADO E O USO DE JÓIAS

Não há dúvidas de que de acordo com a Bíblia pecado é muito mais do que uma ação que vem a prejudicar o próprio indivíduo ou a outros. Pecado é a condição sob a qual existimos; ele corrompeu nossa natureza a tal ponto que o que quer que façamos precisa ser mediado através de Cristo para ser aceito por Deus. Nenhuma de nossas ações seja “boa” ou “má” está livre da mancha do pecado. Podemos dizer que o pecado precede as ações pecaminosas. Este estado pecaminoso em que existimos não será erradicado até aquela gloriosa manifestação de segunda vinda de Jesus.

Enquanto isso, o Espírito de Deus trabalha em nossos corações, não permitindo que nossa natureza de pecado tome as rédeas de nosso ser e nos leve a um comportamento pecaminoso. O domínio do pecado sobre nós é intensificado e fortificado através de nossos atos pecaminosos. Não seria banalizar o pecado defini-lo como atos cometidos contra a vontade de Deus que nos prejudicam e, em muitos casos, a outros. Pecado é matar alguém, roubar e trabalhar durante as horas do sábado, porque nestes atos pecaminosos está implícito o domínio que o pecado tem sobre nós. Superar estes atos de pecado significa vencer o pecado como ação e também como estado. Esta é a vitória que o Senhor deseja para nós.

O fato de que o padrão a respeito das jóias envolve atitudes exteriores não banaliza o pecado6, ao contrário, nos informa como o Espírito pode limitar o poder, domínio e incrustação do pecado em nossas vidas. Pode se dizer que a obediência específica aos mandamentos de Deus é proclamar a soberania Dele em nossas vidas. Isto obviamente não significa que nossa natureza está para sempre livre do pecado; mas sim que estamos aguardando com alegria o dia em que isso acontecerá.

2. LEGALISMO E JÓIAS

O perigo mais ameaçador que os que valorizam a obediência à lei de Deus e aos ensinamentos bíblicos têm que enfrentar é o legalismo. Este distorce a obediência criando uma religião monstruosa que destrói a essência da mensagem cristã de salvação exclusivamente em Cristo, e neste processo cultiva o orgulho no indivíduo. Esta ameaça é encontrada não só pelos que aceitam o padrão bíblico sobre as jóias, mas também por qualquer um que procura obedecer ao Senhor. No caso das jóias, uma remoção legalista das jóias ornamentais e o uso das jóias funcionais simples, modestas e econômicas, destroem os intentos do padrão, porque ao invés da humildade e do negar-se a si mesmo, vem o egoísmo e o orgulho.

O legalismo vem sempre acompanhado da crítica. No caso do uso das jóias, aqueles que aceitam o padrão bíblico, podem ser tentados a se sentirem superiores àqueles que ainda têm dúvidas a respeito. Obviamente, isto também se aplica à observância do sábado, devolução dos dízimos ou trabalho missionário. Então, não se trata simplesmente de jóias, mas da fraqueza do coração humano, que às vezes transforma o que seria obediência a Deus em orgulho e exaltação própria. É necessário estar ciente do fato de que a obediência genuína é uma humilde expressão de gratidão ao nosso Salvador e Senhor pelo que fez por nós na cruz. Nossa obediência é uma oferta de amor a Deus e Ele não espera que comparemos o que ofertamos a Ele com o que outros estão ofertando.Quando tentamos ajudar a outros na vida cristã, temos que mostrar amor e não condenação e rejeição.

3. PRINCÍPIOS, JÓIAS, CASAS, CARROS?

Não há dúvida de que os princípios de simplicidade, modéstia e economia se estendem além da esfera de adereços e vestimenta pessoal. Devemos procurar aplica-los na maior abrangência possível em toda a dimensão da nossa caminhada com Deus. Talvez, por vezes a igreja tenha, não intencionalmente, tido a tendência de aplica-los somente na área de adereços e vestimenta. Se este for o caso, o apelo à igreja é para que expanda a aplicação desses princípios para vários outros aspectos da vida cristã. Nesta tarefa, ela deve ter muito cuidado para não criar novos padrões que irão colocar fardos nos ombros de seus membros.

Ninguém pode esperar que a igreja decida por seus membros qual é o carro modesto e econômico, a casa modesta ou o relógio simples. Nesta área a igreja deverá apenas ensinar os princípios cristãos e confiar que seus membros os usarão sabiamente ao tomarem suas decisões diárias. A pergunta óbvia é: Por que então não podemos fazer o mesmo em se tratando de jóias ornamentais? A resposta é simples: A Bíblia nos mostra um padrão específico a este respeito, conseqüentemente, a igreja tem que ensina-lo. Nas áreas em que a Bíblia esclarece o assunto, não podemos ignorar sua sabedoria, mas sim aproveita-la. No que concerne a outras áreas, devemos deixar que o Espírito Santo trabalhe nos corações daqueles que dizem viver uma vida que agrada a Deus.

4. GÊNERO E O USO DE JÓIAS

Tem havido uma tendência na igreja de ligar o assunto do uso de jóias exclusivamente aos membros do sexo feminino. Isto é até certo ponto compreensível, se levarmos em consideração o fato de que até recentemente a maioria das jóias ornamentais no mundo ocidental eram usadas principalmente por mulheres, e que algumas das passagens bíblicas foram direcionadas especificamente para elas. Mas está claro que o caso das jóias nos tempos bíblicos concerne a ambos os gêneros e que hoje as jóias tem sido usadas tanto por homens quanto por mulheres. Então não devemos lidar com este tópico como se fosse um problema feminino, mas encara-lo como realmente é, um impasse humano.

C. CONCLUSÃO

O assunto sobre as jóias não deve desviar nossa atenção das boas novas de salvação através da fé em Jesus. É no contexto do evangelho que devemos ensinar os padrões bíblicos sobre as jóias; de outra forma cairemos na armadilha do legalismo ou da crítica. Nestes ensinamentos devemos mostrar claramente que jóias ornamentais devem ser rejeitadas, mas as funcionais não. Às vezes pode se tornar difícil fazer a distinção entre os 2 tipos, mas geralmente não é o caso.

As jóias funcionais podem ser facilmente identificadas na maioria das culturas, então devemos permitir que a prática cultural nos informe. Em outras palavras, jóias funcionais não são definidas por desejos pessoais, mas por crenças e práticas culturais respeitáveis. A igreja precisa reconhecer, por exemplo, que em algumas culturas o colar é usado para indicar que a mulher que o está usando é casada; enquanto em outras culturas ele é um simples adorno. Na primeira situação, o colar é aceitável, mas na segunda deve ser rejeitado. Na escolha das jóias funcionais os cristãos devem seguir os princípios bíblicos de simplicidade, modéstia e economia.

Este apanhado sobre a questão das jóias está baseado no fato de que a Bíblia combina um padrão específico (rejeição de jóias ornamentais e uso restrito de jóias funcionais) com uma série de princípios a serem utilizados na escolha das jóias funcionais. Para que a igreja permaneça fiel às escrituras é necessário que ambos sejam ensinados.

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1 veja apêndice I - Texto presente no manual da IASD

2 Consulte Otto Bauernfeind, “Haplous, haplotes,” Theological Dictionary of the NT, vol. 1, pp. 386, 387; R.L.

Scheef, : Simplicidade,”Interpreter’s Dictionary of the Bible, vol.4,pp 360,361, escreve, ”No NT a palavra primitiva para ‘simplicidade’ é haplotes, a qual caracteristicamente designa uma lealdade, pureza na devoção a Cristo; mas o termo também significa ‘pureza de coração’ no sentido de’ generosidade’ ou ‘liberalidade’” (p. 360); Burkhard Gartner, “simplicidade, sinceridade, justiça,” New International Dictionary of NT theology, vol. 3, pp 371-72; e Tim Schramm, “Haplotes simplicidade, sinceridade, justiça,”Exegetical Dictionary of the NT, vol.1, pp. 123-24.

3 Spicq, “Haplotes,” Lexicon, vol.1, p. 170.

4 Scriven, “Ring,” p.58, define simplicidade como “a habilidade de lidar com a usura, superar a extravagância, viver sem ostentação que apenas aprofunda a dor do pobre o qual não pode comprar o que ostentamos. Simplicidade é a pessoa interior, e não a exterior; é a preocupação com os outros, e não consigo mesmo.” Apesar de existir bastante verdade nisto, sua maior fraqueza é que a simplicidade é definida por termos que rejeita e não por termos que ela é. Simplicidade é fundamentalmente a integridade comprometida com Deus, e conseqüentemente uma vida que mostra este compromisso na maneira em que lidamos com nossas posses , recursos financeiros e adereços pessoais. Scriven parece, talvez intencionalmente, introduzir uma divisão entre o interior e o exterior quando sugere que a simplicidade está centralizada no interior e não no exterior do indivíduo. Segundo a Bíblia, simplicidade não é apenas uma experiência interna, mas também se mostra no exterior.

5 ver, Angel Manuel Rodriguez, Stewardship Roots: Toward a theology of Stewardship, Tithe and Offerings ( Silver Spring, M D: Stewardship Department, 1994)

6 Este é um argumento usado por Dennis H. Braun , A Seminar on Adventists, Adornment and Jewelry, pp. 50-51, o qual foi tirado do livro de George Knight, The Pharisee’s Guide to Perfect Holiness ( Nampa, ID: Pacific Press< 1992), p. 51.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

É Natal !?

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Nesta época são comuns os enfeites nas portas das casas e no seu interior grandes ou pequenas árvores de Natal. Há também decorações nas ruas, centros comerciais, denominações religiosas (Igrejas), enfim em vários lugares com bolas coloridas,guirlandas,presentes e vários artigos decorativos e nas mesas da classe média-alta não faltam, perus, patos, leitões recheados e muitas bebidas diversificadas. Todos dão um jeitinho, nem que seja para comer um franguinho com farofa. Muitos endividam-se para todo o ano seguinte ou mais, pois afinal, quem recebe um presente de natal, se vê na obrigação de retribuir. E há pessoas que não tem condições de se enquadrar neste espírito natalino, principalmente os menos afortunados, o que se torna uma situação de constrangimento e tristeza no seio familiar e social. Para as crianças pobres que estão nas ruas é tempo de angústias e tentações, pois vêem presentes e guloseimas expostas nas vitrines das lojas e crianças com roupas, tênis, e brinquedos novos. Assim, ficam desejosas de receber os mesmos. Enfim não é para muitos que esta data representa alegria e esperança.

Mas afinal, o que se comemora no Natal? Muitos dirão: "Comemora-se o nascimento de Jesus Cristo". Mesmo para a maioria dos cristãos o significado é meio confuso, pois entra em cena, uma outra figura nesta data: "o papai noel". Mas atualmente, até o Japão que é um país budista, comemora também o Natal. Então podemos perguntar: "Que espírito de natal é este?".

Será o Natal realmente a celebração do nascimento do Messias? Nasceu o Messias em 25 de Dezembro? Se o Natal é uma das maiores festas cristãs, por que será que todos os pagãos da era antiga o celebravam também? Você sabia disso?

Por que nessa época se trocam tantos presentes com familiares, parentes e amigos? Se é por causa dos reis magos que trouxeram e ofertaram presentes ao menino Jesus, a resposta poderá surpreender.

A maioria das pessoas "supõe" muitas coisas sobre o Natal que não são verdades. Vamos agora parar de fazer suposições e conhecer os fatos na História e na Palavra do Eterno !

I - SIGNIFICADO DO NATAL

A palavra "Natal" vem do latim NATALE – Que é relativo ao nascimento "dia de nascimento", ou "aniversário natalício", especialmente com o dia em que se comemorava o nascimento do deus da religião 'mitraica', dos persas antigos, o NATALIS SOLIS INVICTUS (nascimento do sol invencível). Mas com o sincretismo religioso, passou a ser comemorado o nascimento do Messias .

Em inglês: A palavra Christmas é uma forma abreviada de " Christ's Mass". A palavra " Mass" é uma palavra latina que significa "oferenda". Logo ( Christ's Mass) é literalmente "Oferenda do Ungido". A oferenda do Ungido(Messias) foi por sua morte no madeiro e não seu nascimento. Quando uma pessoa diz em inglês: "Merry Christmas" está dizendo na realidade " Feliz Crucificação do Messias". Além do mais, os cristãos observam "Christmas" (a Oferenda do Messias) uma vez a cada ano. No entanto as Escrituras nos dizem que o Messias foi oferecido uma vez por todas e não se oferece uma e outra vez a cada ano (Hebreus 10:1-4, 10-14). Um " Christ's Mass" anual é portanto não-bíblico ou anti-bíblico e observá-lo ou comemorá-lo consiste em franca rebeldia contra o Criador do Universo.

Origem da festa – O Imperador Constantino, aproximadamente em 336 E.C. (Era Comum), celebrou o primeiro natal pagão e isto debaixo de imposição, de opressão. Muitos resistiram e morreram nesse episódio histórico, porque não se submeteram a tamanha aberração, dizendo que não aceitavam o paganismo. Cristãos europeus também resistiram e muitos, ao longo da história, morreram ao fio da espada, enforcados ou mesmo queimados e o argumento de Roma papal era o de que eles não eram cristãos. Tal fé deveria ser assumida ou sofreriam duras penas e por muitas vezes condenação à morte e assim foi com tudo que foi idealizado por Constantino (paganismo misturado ao cristianismo). Imposição tirânica à base da força e opressão, pois afinal devemos lembrar que ele era filho de um anti-semita sanguinário, " Diocleciano".

Depois do paganismo e a mistificação de Constantino ter se consolidado entre os bispos e o clero como um todo, a prática de se comemorar o Natal se estendeu. No ano 354 E.C o papa Libério e o Imperador de Roma nesta época, Justiniano, ordenaram que os cristãos celebrassem o nascimento do Messias (Yahushua ou Yeshua HaMashiach) no dia 25 de Dezembro. Provavelmente ele escolheu esta data porque em Roma já se comemorava neste dia, o dia de Saturno, ou seja, a festa chamada Saturnália. A religião mitraica, dos persas (inimiga dos cristãos) comemorava neste dia o NATALIS SOLIS INVICTUS, ou seja, "O nascimento do Sol Vitorioso". Adorar o sol consiste em mitraísmo (em idolatria anti-bíblica, portanto).

Por volta do ano 230, o "pai da trindade" e um dos Pais da Igreja cristã gentílica, Tertuliano, escreveu: "Por nós [povos cristãos] que somos estrangeiros aos Shabbatot judaicos e luas novas e festivais, uma vez aceitos por Deus, a Saturnália, a festa de Janeiro, a Brumália, e a Matronália estão sendo freqüentados, com presentes sendo dados e recebidos."

Na tentativa de "cristianizar" cultos pagãos, os bispos e o clero da era das trevas (de Constantino, até a Idade Média), tentou de todas as formas conciliar o paganismo com o cristianismo (sincretismo religioso).

O papa Gregório escreveu o seguinte a Agostinho, o primeiro missionário às Ilhas Britânicas (597 E.C.): "Não destrua os templos dos deuses ingleses; mude-os para igrejas cristãs. Não proíba costumes "inofensivos" que têm sido associados a outras religiões; consagre-os ao uso cristão".

Assim Roma manteve uma forma pagã para o Natal, mas não conseguiu restringir seu espírito pagão - que existe até os dias de hoje e infelizmente o Protestantismo (evangélicos são protestantes) herdou a maldição de Roma (ou seja, do Vaticano). Eis porque Roma tem suas filhas: as igrejas protestantes.

Os protestantes (evangélicos) não fazem presépio, pois as imagens são idolatria, é claro, e idolatria é abominação diante do Criador. Eles estão corretos neste ponto de vista, mas o restante do que envolve o espírito do natal, eles abraçam com toda fé e veemência, não levando em conta que estão praticando idolatria, pois estão adorando o NATALIS SOLIS INVICTUS, ou seja, "O nascimento do Sol Vitorioso", o mitraísmo católico.

Já vimos a origem do nome "Christmas", no inglês, que apareceu cerca de 450 da E.C., quando o papa Julius decretou que todos os católicos deveriam celebrar o aniversário de Cristo no mesmo dia em que os pagãos celebravam a Saturnália. Foi esse dia designado como "Christe-masse", ou a "missa de Cristo".

As Enciclopédias de um modo geral contêm informações sobre a origem sob os títulos "natal" e "dia de natal". Por exemplo:

a) Enciclopédia Católica, edição inglesa de l911; " A festa do Natal não estava incluída entre as primeiras festividades da Igreja... os primeiros indícios dela são provenientes do Egito...

Na mesma enciclopédia encontramos que Orígenes, um dos pais da Igreja cristã, reconheceu a seguinte verdade:" ...não vemos nas Escrituras alguém que haja celebrado uma festa ou um grande banquete no dia do natalício. Somente os pecadores (como Faraó e Herodes) celebraram com grande regozijo o dia em que nasceram nesse mundo".

b) A Enciclopédia Barsa diz: "A data real deste acontecimento [do nascimento de Jesus] ... não foi ainda satisfatoriamente reconhecida. O dia 25 de dezembro aparece pela primeira vez no calendário de Philocalus (354). No ano 245, o teólogo Orígenes repudiava a idéia de se festejar o nascimento de Cristo 'como se fosse ele um faraó'." —(São Paulo, 1968), Vol. 9, p. 437.

c) Enciclopédia Britânica, edição de 1946; "O Natal não constava entre as antigas festividades da Igreja.... Não foi instituída pelo Messias e nem pelos apóstolos".

d) Enciclopédia Americana, edição 1944; "O Natal de acordo com muitas autoridades da história eclesiástica, não se celebrou nos primeiros séculos da Igreja . O costume dos Nazarenos não era celebrar o nascimento do Messias, e sim a sua morte.

e) A Enciclopédia Barsa nos informa: "A data atual [25 de dezembro] foi fixada ... a fim de cristianizar grandes festas pagãs realizadas neste dia: a festa mitraica ... que celebrava o natalis solis invictus (Nascimento do Sol Vitorioso) e várias outras festividades decorrentes do solstício do inverno, como a Saturnália em Roma e os cultos solares. ... A idéia central das missas de Natal revelam claramente esta origem: as noites eram mais longas e frias, pelo que, em todos estes ritos, se ofereciam sacrifícios propiciatórios e se suplicava pelo retorno da luz. A liturgia natalina retoma esta idéia." —(São Paulo, 1968), Vol. 9, pp. 437, 438).

Os textos citados acima, são provas históricas e contundentes, haja vista demonstrarem que durante os três primeiros séculos da nossa era, os Nazarenos (seguidores do Messias) não celebraram o natal. Esta festa foi introduzida na igreja romana no século IV e, somente no século V, ela foi estabelecida oficialmente como festa cristã.

II - A VERDADEIRA ORIGEM DO NATAL

Recebemos o natal da igreja romana e esta por sua vez o recebeu do paganismo...

E de onde os pagãos o receberam? Qual é a origem verdadeira?

Tudo tem uma raiz, tem um princípio.

Seu início e origem estão na antiga Babilônia de Ninrode, um dos maiores rebeldes contra o Criador do Universo.

O INÍCIO SE DEU COM "NINRODE, NETO DE CÃO, FILHO DE NOÉ"

O nome Ninrode, em Hebraico, deriva de "Marad" que significa "ele se rebelou, rebelde".

Ele foi o verdadeiro fundador do sistema babilônico que até hoje domina o mundo - Sistema de Competição Organizado - de impérios e governos pelo homem, baseado no sistema econômico de concorrência, consumismo e lucro. Ninrode liderou a construção da Torre de Babel, a Babilônia primitiva, a antiga Nínive e muitas outras cidades. Ele organizou o primeiro reino deste mundo.

Ninrode se afastou de Elohim (que pagãos chamam de deus) e deu início à grande apostasia profana e bem organizada, que tem dominado o mundo até hoje. Ninrode era tão perverso e perturbado, que se casou com a própria mãe, cujo nome era Semíramis.

Depois de sua morte prematura, sua mãe-esposa, propagou a doutrina maligna da sobrevivência de Ninrode como um ente espiritual. Ela alegava que um grande pinheiro havia crescido da noite para o dia, de um pedaço de árvore morta, que simbolizava o desabrochar da morte de Ninrode para uma nova vida.

Todo ano, no dia de seu aniversário de nascimento ela alegava que Ninrode visitava a árvore "sempre viva" e deixava presentes nela. O dia de aniversário de Ninrode era 25 de Dezembro, esta é a verdadeira origem da "Árvore de Natal" e da prática de se dar "PRESENTES"!

Semíramis converteu-se na "Rainha do Céu" dos Babilônicos e Ninrode, sob vários nomes, converteu-se no "divino filho do céu". Ninrode passou a ser o falso messias, filho de Baal: o deus-sol, os quais transformaram-se em objetos principais de adoração. Esta veneração espalhou-se pelo mundo afora; o presépio é uma continuação do mesmo em nossos dias, mudando de nome em cada país e segundo suas línguas. No Egito chamava-se ísis e osíris, na Ásia cibele e deois, na Roma pagã fortuna e júpiter, até mesmo na Grécia, China, Japão e Tibet encontra-se o equivalente da madonna (minha dona ou minha senhora) e tudo isto muito antes do nascimento do Verdadeiro Messias (Ungido) Yeshua HaMashiach (Jesus Cristo).

O Enigma da Babilônia

Conforme descrito em Bereshit/Gênesis 3:15, YHWH Elohim anunciou ao casal culpado no jardim do Éden a "semente" da mulher, o Salvador da humanidade que destruiria "a serpente". Depois do dilúvio, quando a raça humana estava centralizada na planície de Bavel (Babel=Babilônia), Satan lutou para desviar os homens do plano de redenção de Elohim ao produzir um falso messias.

Ele encontrou uma ferramenta mais do que pronta para isto, uma mulher ambiciosa, chamada Semíramis, mãe e viúva do próprio filho, Ninrode, "o poderoso caçador perante YHWH" ( Bereshit/Gênesis 10:9), o qual havia morrido de forma violenta e prematura. Ninrode havia sido endeusado como o libertador da ameaça das feras. Sua mãe-esposa, procurando perpetuar a adoração a ele e também procurando controlar os homens, iludiu o povo com a crença de que ela havia, através de uma concepção milagrosa, dado a luz a um filho, a quem ela chamou de Tamuz o qual ela alegava ser a reencarnação de Ninrode. Aqui estava então a falsificação de hasatan (Satanás) para a "Semente" da mulher. Esta mulher com seu filho ilegítimo foi daí em diante adorada como sendo "a mãe de (um) deus", a madonna, isto é, a "rainha do céu". Começou aí a antiqüíssima religião do "enigma da babilônia", a fonte de toda a idolatria que se alastrou pelo mundo.

O natal não foi observado pelos primeiros seguidores do verdadeiro Messias (Yeshua HaMashiach que no idioma grego foi forçadamente traduzido como "jesus cristo"), durante os primeiros trezentos anos desta era comum.

Com a aprovação dada por Constantino para a guarda do domingo, dia em que os pagãos adoravam e ainda adoram o sol e como a influência do maniqueísmo pagão que identificava o filho de Elohim como o Sol físico, proporcionou a esses pagãos do século IV, agora "convertidos" em massa ao "cristianismo" o pretexto necessário para chamar a festa de 25 de dezembro (dia do nascimento do deus-sol) de dia do nascimento do filho de Elohim.

E durante os séculos IV e V, quando os pagãos do mundo romano adotaram o novo "cristianismo popular", levaram consigo as antigas crenças e costumes pagãos, atribuindo-lhes nomes cristãos.

Popularizou-se também a idéia da "virgem e o menino" [Mirian(Maria)] não continuou virgem, após o nascimento de Yahushua ou Yeshua HaMashiach, pois manteve relações íntimas com seu marido segundo as escrituras - Mateus 1:24-25 - "E José, tendo despertado do sono, fez como o anjo de Adonai lhe ordenara, e recebeu sua mulher; e não a conheceu enquanto ela não deu à luz um filho; e pôs-lhe o nome de Yahushua".

Dizer que ela permaneceu virgem é um reflexo claro desta doutrina satânica pagã, especialmente durante a época do natal.

Os postais de natal, as decorações e representações do presépio, as músicas da noite de natal, como seu tema "noite feliz", repetem ano após ano esse tema popular da "virgem e o menino"..

Conhecer a verdade muitas vezes choca alguns, mas os verdadeiros seguidores do Messias, não devem temer a verdade, porque o Messias é a Verdade!

João 8:30-32 - "Falando ele estas coisas, muitos creram nEle. Dizia, pois, Yahushua aos judeus que nEle creram: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sois meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.".

Não há mandamento ou instrução alguma na Bíblia para se celebrar o nascimento do Mashiach! Somos orientados sim a lembrar da sua morte e ressurreição que nos proporcionou a Vida Eterna (1ª Coríntios11:24-26; João. 13:14-17).

MAS AFINAL QUANDO NASCEU YAHUSHUA (JESUS) O NOSSO MESSIAS?

Nascimento_Jesus

Lucas foi o evangelista mais minucioso. Vejamos algumas passagens:

Lucas 2:8-diz que havia pastores guardando seus rebanhos durante as vigílias da noite no mesmo dia em que nasceu o Messias. Se o Messias nasceu em Dezembro como alguns afirmam, seria um mês de inverno, e conseqüentemente não haveria pastores no campo, pois o inverno em Israel é rigoroso.

Lucas 2:1 diz que César Augusto convocou um recenseamento para o povo judeu. É pouco provável que realizariam um recenseamento no inverno (mês de Quisleu à Tevet ), quando o povo deveria percorrer a pé ou no máximo em lombo de animais, grandes distâncias. Além do mais, [Yosef (José)] não iria expor uma mulher grávida a andar a céu aberto nestas condições.

Lucas 1:5 – diz que naquele exato momento Zacarias servia no templo como sacerdote no turno de 'Abias'. Isto é, os sacerdotes se revezavam no templo em turnos, (cada turno tinha um Nome: Abias era o 8º turno, sendo portanto, um dos 24 turnos de revezamento dos sacerdotes).

Lucas 1:8,9 e 13- diz que neste exato momento Zacarias recebe a anunciação do nascimento de Yochanan HaMatvil (João Batista, o imersor - filho de Zacarias).

Lucas 1:23,24- diz que Isabel estava grávida de João Batista.

Vejamos, portanto, quando realmente Yahushua nasceu. Analisando atentamente alguns versículos, podemos concluir que Yahushua não nasceu em dezembro e sim no mês de Setembro ou, quando muito, em Outubro, meses em que os Israelitas comemoravam e comemoram a festa dos tabernáculos (Sukot), como diz João 1:14 "...e a palavra se fez carne e habitou entre nós...", "HABITOU" no original grego é "Skenesei", que se traduz como "TABERNACULOU".

Êxodo 12:1,2 e Deuteronômio 16:1- mencionam que o Pessach (Páscoa) é a principal festa do ano e acontece no primeiro mês.

Êxodo 23:15 – diz que Aviv (entre março e abril do calendário gregoriano) é o primeiro mês do calendário " bíblico".

1ºCrônicas 24:7-10- diz que os sacerdotes se revezavam em turnos de dois turnos/mês e que Abias era o oitavo turno.

Qual é, portanto, a dedução lógica para descobrir o mês do nascimento de Yahushua?

Nosso Elohim é um Elohim lógico e para Ele não há coincidências. É bem provável que o primeiro turno dos sacerdotes deveria começar no primeiro mês do calendário bíblico. Por quê? Imaginem, se os sacerdotes faziam rodízio para servir no templo, eles deveriam ter um mês de referência para que, antecipadamente, pudessem conhecer seus respectivos turnos e meses nos quais eles (os 24 sacerdotes) fariam o revezamento. E é bem lógico que eles escolhiam o mais importante dos meses judaicos, que era e é Aviv , no qual se comemora o Pessach/Páscoa. Então se isto é lógico e aceitável, não restam dúvidas que o turno de Abias, o 8º turno foi o turno de Zacarias para o serviço no templo e coincidiu com o mês chamado Tamuz .Ora, a Bíblia diz que poucos dias após Zacarias ter recebido a anunciação do anjo sobre o nascimento de João Batista, Isabel, sua mulher ficou grávida.

Lucas 1:25-36- diz que estando Isabel no 6º mês de gravidez (mês de Tevet,  entre dezembro e janeiro do calendário gregoriano), foi ela visitada por Miriam (Maria) que acabara de ficar grávida. Se contarmos 6 meses após Tamuz, o mês que Zacarias estava no turno do Templo e que recebeu a revelação da gravidez de sua esposa, e contarmos mais nove meses (de gestação) de Miriam, a partir de Tevet, chegaremos á conclusão que Miriam(Maria), deu à luz a Yahushua, no mês de Tishrei (7º mês do calendário bíblico), que é equivalente a Setembro/Outubro .

Obs: O calendário Hebreu, é soli-lunar e por isso há diferença entre os meses do calendário gregoriano, que é baseado no sol somente. Os nomes dos meses são babilônicos e foram trazidos para Israel por exilados Judeus: Nissan (ie. Aviv, ou Abib)= março-abril, Iyar = abril-maio, Sivã = maio-junho, Tamuz = junho-julho, Abe = julho-agosto, Elul = agosto=setembro, Tishrei = setembro-outubro, Marquesvã = outubro-novembro, Quisleu = novembro-dezembro, Tevet = dezembro-janeiro, Sebate = janeiro-fevereiro, Adar = fevereiro-março. O ano normal é de 12 meses, como o calendário gregoriano. Entretanto, como o ano solar tem 365 dias e 6 horas e o ano lunar tem 354 dias, a cada 3 anos, mais ou menos, é acrescentado o mês de Adar Sheni como sendo o 13º mês, uma vez que, em três anos haveria uma defasagem em torno de 30 dias, ou seja (365-354)x3 = 33 dias.

VEJAMOS AGORA ALGUNS SÍMBOLOS DO RITUAL PAGÃO

ÁRVORES COMO ALTARES PAGÃOS

A árvore de natal ressuscita um deus pagão chamado Ninrod e o faz reviver em Tamuz.

Os escandinavos adoravam árvores e sacrifícios eram feitos debaixo das árvores ao deus Thor.

A enciclopédia Barsa descreve que a árvore de natal tem origem germânica, datando do tempo de são Bonifácio (800 da E.C.). Os pagãos germânicos faziam sacrifícios ao carvalho sagrado de Odim (demônio das tempestades) e ao seu filho Thor (demônio do trovão).

Os Romanos da era antiga, adoravam a deus Baco, colocando máscaras em um pinheiro.

Jeremias 10:2-4 - "Assim diz o Eterno: Não aprendais o caminho das nações, nem vos espanteis com os sinais do céu; porque deles se espantam as nações, pois os costumes dos povos são vaidade; corta-se do bosque um madeiro e se lavra com machado pelas mãos do artífice. Com prata e com ouro o enfeitam, com pregos e com martelos o firmam, para que não se mova.".

Elohim nos ordena, não imitar esse caminho, nem segui-lo!

É um engano pensar que não faz mal ter uma árvore de Natal. É uma associação à festividade gentílica paganizada.

O "PAPAI" NOEL

O nome "papai noel" é uma corruptela do nome "são Nicolau", um bispo romano que viveu no século IV. Leia na Enciclopédia Britânica, vol.19 páginas 648-649, 11ª edição inglesa, o seguinte: "São Nicolau, bispo de Mira, um santo venerado pelos gregos e latinos em dezembro... conta-se a lenda segundo a qual ele presenteava ocultamente três filhas de um homem muito pobre...." diz se ter originado o costume de dar presentes às escondidas no dia de São Nicolau (6 de dezembro), o que mais tarde foi transferido para 25 de dezembro. Daí a associação do natal com são Nicolau (papai noel), pois sorrateiramente a idéia é fazê-lo substituir o nosso verdadeiro Papai do Céu, Adonai Avinu (o Senhor Pai).

O "velhinho" de barba branca é sempre alguém que se disfarça para parecer bonzinho! Satanás também se mostra como "anjo de luz" para enganar! (veja 2ª Coríntios 13:14; Apocalipse 12:9).

O objetivo principal das trevas sempre foi e sempre será arrancar a nossa visão do alvo que é o Messias, o Salvador e trazer figuras de substituição, fazer crescer no coração do povo uma visão errada do que é o Reino de Elohim. O inimigo das nossas almas, sempre quis trazer, através do hedonismo a alegria passageira.

O que é hedonismo?

O hedonismo é considerar que o prazer individual e imediato é a finalidade da vida. E se você sabe que papai noel não existe, que é só uma brincadeirinha, uma mentirinha, por que faz tudo o que exige o ritual do natal? Por que engana seus filhos com mentiras?

Provérbios 26:18,19 "Como o louco que lança de si faíscas, flechas e mortandades, assim é o homem que engana o seu próximo, e diz: Fiz isso por brincadeira."

Salmos 4:2 "Filhos dos homens, até quando convertereis a minha glória em infâmia? Até quando amareis a vaidade e buscareis a mentira?"

A COROA DE GUIRLANDA

Às vezes conhecida por "coroa de natal" ou "guirlanda" é memorial de consagração.

Em grego é "stephano", em latim "corona" - podem ser entendidas como: enfeites, oferendas, ofertas para funerais, celebração memorial aos deuses, celebração memorial à vitalidade do mundo vegetal, celebração das vítimas que eram sacrificadas aos deuses pagãos, celebração nos esportes.

Significam um "adorno de chamamento" e, conseqüentemente, são um amuleto que funciona como porta de entrada de deuses. Por isso que ficam nas portas, para boas vindas!

A maior parte dos deuses pagãos de Roma e Grécia, aparecem sempre com a "guirlanda" na cabeça.

A Bíblia não faz qualquer menção de uso de "guirlanda" no nascimento do Messias. Só existe uma guirlanda na Bíblia, e esta foi feita por Roma para colocar na cabeça do Messias no dia da sua morte. Esta guirlanda de espinhos é símbolo de escárnio!

OS PRESENTES DE NATAL

Muitos poderão pensar: "Bem, pelo menos a Bíblia assim nos diz para proceder! Não deram presentes os Reis magos do Oriente quando o Messias nasceu?".

Os magos chegaram a Belém muitos dias ou semanas depois da data de seu nascimento.

Suas ofertas não têm nada a ver com a prática atual de se dar presentes no natal...

E ainda assim, eles deram as ofertas ao Messias, não para os amigos e parentes deles, ou qualquer outro!

Da biblioteca sacra vol. 12, páginas 153-155, citamos o seguinte: "A troca de presentes entre amigos é característica tanto do natal quanto da festa de saturnália ".

Os povos do Oriente nunca chegam na presença de reis ou de grandes personagens sem um presente nas mãos.
O costume é freqüentemente encontrado no Tanach (Primeiro Testamento) e está em vigor no Oriente até hoje, inclusive em algumas ilhas descobertas recentemente nos mares do Sul.

Eis o motivo! Os reis magos não estavam instituindo um novo sistema cristão de permuta de ofertas com amigos para honrar o nascimento do Mashiach! Agiam conforme ao antigo costume oriental de levar ofertas ao apresentar-se diante de um rei. Eles compareciam perante a presença do Rei dos Judeus em pessoa. Portanto o costume ditava que ofertassem alguma dádiva, da mesma forma que a Rainha de Sabá trouxe ofertas a Salomão, assim como hoje muitos que visitam um Chefe de Estado levam consigo um presente.

O costume de dar e receber presentes de natal não tem nada a ver com esse fato, registrado nas Escrituras, porém, trocar presentes, nesta data festiva (natal) é a continuação de um antigo costume pagão (veja novamente a história de Ninrod).

BOLAS DE ENFEITES PARA A ÁRVORE DE NATAL

Na Roma antiga, os Romanos penduravam máscaras de Baco (um deus pagão), em pinheiros para comemorar a festa chamada saturnália.

Na visão gnóstica, as bolas da árvore de natal, originalmente eram frutos de verdade e mais precisamente os de casca amarelada, pois seu simbolismo reporta-se aos frutos de ouro do Paraíso. Vale recordar que as Hespérides, filhas de Atlas e Hésperis, vivem num jardim de maçãs de ouro, cuja entrada é defendida por um dragão. Estes frutos paradisíacos são como "desdobramentos" do sol, cujo simbolismo é bem conhecido enquanto origem e provedor da vida.

A diversificação da forma que passaram a acompanhar as tradicionais bolas, está relacionada à "ilustração" do nosso mundo. Originalmente era guardada certa hierarquia: mais elevada (espiritual) à medida que se aproxima da ponta superior da árvore.

Fonte: Instituto René Guénon de estudos tradicionais

GLUTONARIA

Nas festas pagãs, grandes banquetes eram realizado. A glutonaria era tão estimulada nessas festas que já existia um lugar reservado para vomitar. As pessoas comiam, comiam, vomitavam e voltavam a comer. E o que acontece hoje? Todas as famílias têm que fazer uma ceia, um banquete. E por que comer e beber? Porque é um sinal de aliança. O banquete dos solstícios tinham início à meia noite. A que horas começa a ceia de natal? Meia noite também.

Muitos acham que atos pecaminosos são somente roubar, matar, adulterar, dar culto a imagens de escultura, e se esquecem que a glutonaria é pecado, (Lucas 21:34; Romanos 13:13). Glutonaria é ato cometido por gentios (nação que não serve a Adonai Avinu) 1ª Pedro 4:3"Porque é bastante que no tempo passado tenhais cumprido a vontade dos goyim (gentios), andando em divisões, cobiças, farras, glutonarias, bebedices e abomináveis idolatrias.".

Devemos comer para viver, e não viver para comer

PRESÉPIO

O presépio é um estímulo à idolatria, foi instituído no século XIII, em exatamente 1223 E.C, por São Francisco de Assis, que quis representar o cenário no qual o Messias nasceu.

Os adereços encontrados no chamado presépio, não tem nada a ver com o nascimento do Messias. O Messias não nasceu em uma manjedoura, ou em um estábulo com alguns animais ao seu redor, como muitos pensam e sim em uma Sucá, palavra hebraica que traduzido para o nosso idioma seria; "tenda ou cabana". Analise Mateus 2:9-11. Segundo os relatos Bíblicos, que já estudamos (vide, quando nasceu Yahushua o nosso Messias), tudo indica que o nosso Messias nasceu em uma tenda ou cabana, pois seus pais tinham vindo para Belém, participar da festa de "sucot ou também conhecido como festa dos tabernáculos", festa esta que foi ordenada por Elohim a todo o seu povo (humanidade), conforme Levítico 23:33-44. Aliás, todo o capítulo 23 do livro de Levítico trata das três únicas festas fixas ordenadas pelo Criador do Universo, justamente as que a humanidade não observa.

O Presépio é a veneração das imagens e não tem vínculo algum com o verdadeiro local de nascimento do Messias.

Êxodo 20:1-6 - "Então falou Elohim todas estas palavras, dizendo: Eu sou o YHWH teu Elohim, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o YHWH teu Elohim, sou Elohim zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos."

1ªCoríntios 10:14-15: "Portanto, meus amados, fugi da idolatria. Falo como a entendidos; julgai vós mesmos o que digo.".

No Brasil a abertura da comemoração do natal é feita com uma famosa "missa do galo", a qual é celebrada sempre diante de um presépio, um altar consagrado, cujas figuras estão relacionadas com Babilônia e não com a realidade das Escrituras Kadoshim (Santas).

Fonte: Enciclopédia Wikipédia e diversas fontes da Internet

ARGUMENTOS

• Há um argumento utilizado com freqüência para justificar a observância do natal. Muitos ainda insistem dizendo: "mesmo assim, muito embora o natal foi um costume pagão honrando ao falso deus-sol, hoje em dia, não se observa o natal para honrar o falso deus, mas sim para honrar a Cristo".

Porém, como responde o Eterno em sua Palavra?

Resposta: Deuteronômio 12:"1 Estes são os estatutos e os juízos que cuidareis de cumprir na terra que YHWH, Elohim de vossos pais, vos deu para a possuirdes por todos os dias que viverdes sobre a terra.
2 Certamente destruireis todos os lugares em que as nações que vós possuireis, serviram aos seus deuses, sobre os altos montes, e sobre os outeiros, e debaixo de toda a árvore frondosa. "
/ Deuteronômio 12:"30 guarda-te de ser seduzido para as seguires, depois que forem destruídas de diante de ti. Não indagues acerca dos seus deuses, dizendo: De que modo serviam estas nações aos seus deuses? Do mesmo modo também farei eu. 31 Não procederás de modo semelhante para com YHWH teu Elohim, porque elas têm feito aos seus deuses todas as abominações que YHWH odeia; pois eles até queimam aos seus deuses seus filhos e suas filhas. 32 Tudo quanto eu te ordeno, isso cuidarás de fazer; a isso nada acrescentarás, nem disso nada diminuirás.".

CONCLUSÃO

A Bíblia nunca manda celebrar o nascimento; a ordem instituída pelo nosso Adon Yahushua (Senhor Jesus), é que a congregação se reúna na ceia (Pessach) de Adonai, para celebrar a sua morte e sua ressurreição (1ª Coríntios 11:23-34).

Muitas festas que hoje em dia são comemoradas tais como: dia dos Pais, dia das Mães, Domingo de páscoa, sexta-feira santa, dia das crianças, natal e ano novo etc, são festas fundamentadas no paganismo e no cristianismo romano e que não tem nada a ver com a verdade da Palavra de Elohim Eterno.

ORIENTAÇÕES

Mesmo querendo fazer a vontade do Criador, como fiéis discípulos, somos surpreendidos por situações que nos chocam e deixam atônitos, que nos embaraçam na busca de corrigir nossas vidas errantes para com a realidade espiritual. Não obstante, nem tudo está perdido. Temos um Elohim que transforma maldição em bênção. Agora não somos mais ignorantes quanto à festividade iniciada na Babilônia.

Qual deve ser então nosso procedimento prático?

1 - Tirá-la totalmente do nosso coração. Lançar fora toda dependência sentimental da data do Sol Invictus (25 de dezembro);

2 - Instruirmos nossos filhos e discípulos: "conhecereis a verdade e a verdade vos libertará". João 8:32;

3 - Abolir os enfeites natalinos, pois sabemos suas origens e significados;

4 - Não nos condicionar financeiramente a comidas típicas ou presentes;

5 - Resistir ao espírito satânico de gastos excessivos no Natal.

O apóstolo Sha`ul (Paulo) nos orienta através da epístola aos Romanos: "E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Elohim". (Romanos 12:2)

Yahushua (Jesus) disse: "Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens". (Mateus 15:9). A OBSERVÂNCIA DO NATAL É PRECEITO DE HOMENS e tem origem pagã e isto foi proibido por HaShem, (Adonai) como já vimos.

Fonte de Pesquisas: Enciclopédia Wikipédia; Enciclopédia Barsa; Mini enciclopédia, Escola Viva editora Meca 1º 1998; Dicionário Bíblico Vida Nova, autor Derik Wiilians; Bíblia de Jerusalém; Bíblia NVI; e fontes já citados no estudo acima.

Que o Eterno Elohim, possa abrir o nosso entendimento, para compreender os mandamentos de sua Palavra e dirigir a nossa vida naquilo que é Kadosh (separado), pois Ele disse sede Kadoshim (separados), por que Eu Sou Kadosh (separado). Vaikrá/ Levítico 19:2.

Shalom Aleichem b'shem Yahushua haMashiach!!

Ya'akov Ben Yisrael

Beit HaDerekh Shalom

Campinas-S.P

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

A Paixão de Cristo, Segundo A Escritora Ellen G. White

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          Quem pode compreender o amor aqui manifestado! A hoste angélica contemplou com assombro e dor Aquele que fora a majestade do Céu, e que usara a coroa de glória, usando agora a coroa de espinhos, vítima ensangüentada da ira de uma turba enfurecida, incendida até à loucura pela ira de Satanás. Contemplai o paciente Sofredor! Tem na cabeça a coroa de espinhos. O sangue vital corre-Lhe de toda lacerada veia. Tudo isso em conseqüência do pecado! Coisa alguma poderia haver induzido Cristo a abandonar a honra e majestade que tinha no Céu, e vir a um mundo pecador, para ser desdenhado, desprezado e rejeitado por aqueles a quem vinha salvar, sofrendo afinal na cruz, senão o amor eterno, redentor, que permanecerá para sempre um mistério.

Maravilha-te, ó Céu, e assombra-te, ó Terra! Eis o opressor e o oprimido! Vasta multidão circunda o Salvador do mundo. Chufas e zombarias misturam-se com as vulgares imprecações de blasfêmias. Seu humilde nascimento e vida são comentados por insensíveis entes vis. Sua declaração de ser o Filho de Deus é ridicularizada pelos principais sacerdotes e anciãos, e os gracejos vulgares e insultuosa zombaria passam de boca em boca. Satanás estava exercendo inteiro controle na mente de seus servos. Para fazê-lo eficazmente, começa com o sumo sacerdote e os anciãos, inspirando-lhes o delírio religioso. São atuados pelo mesmo espírito satânico que move os mais vis e endurecidos pecadores.

Há nos sentimentos de todos uma corrupta harmonia, desde os sacerdotes e anciãos hipócritas até aos mais baixos. Cristo, o precioso Filho de Deus, foi levado para diante, e a cruz colocada nos Seus ombros. A cada passo gotejava-Lhe o sangue das feridas. Comprimido por imensa multidão de cruéis inimigos e insensíveis espectadores, é Ele conduzido à crucifixão. "Ele foi oprimido, mas não abriu a Sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e, como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, Ele não abriu a Sua boca." Isa. 53:7.

Na Cruz

Seus contristados discípulos O seguiram à distância, atrás da turba homicida. Ele é pregado à cruz, e pende suspenso entre o Céu e a Terra. O coração deles irrompe em agonia ao verem seu amado Mestre sofrendo como um criminoso. Próximo à cruz acham-se os cegos, fanáticos e pérfidos sacerdotes e anciãos, insultando, zombando e escarnecendo: "Tu, que destróis o templo, e em três dias o reedificas, salva-Te a Ti mesmo; se és Filho de Deus, desce da cruz. E da mesma maneira também os príncipes dos sacerdotes, com os escribas, e anciãos, e fariseus, escarnecendo, diziam: Salvou os outros, e a Si mesmo não pode salvar-Se. Se é o Rei de Israel, desça agora da cruz, e creremos nEle; confiou em Deus; livre-O agora, se O ama; porque disse: Sou Filho de Deus." Mat. 27:40-43.

Nem uma palavra respondeu Jesus a tudo isto. Enquanto os pregos Lhe estavam sendo enterrados nas mãos, e as gotas do suor da agonia Lhe porejavam, dos lábios pálidos e trementes do inocente Sofredor soltou-se uma oração de amor perdoador em benefício de Seus assassinos: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem." Luc. 23:34. Todo o Céu atentava com profundo interesse para a cena. O glorioso Redentor de um mundo perdido, sofria a pena da transgressão do homem contra a lei do Pai. Ele estava prestes a redimir Seu povo com o próprio sangue. Estava pagando as justas reivindicações da santa lei de Deus. Era o meio pelo qual se poria, enfim, termo ao pecado e a Satanás, e sua hoste seria vencida.

Oh! já houve acaso sofrimento e dor iguais àqueles que foram suportados pelo moribundo Salvador? Foi o senso do desagrado do Pai que Lhe tornou o cálice tão amargo. Não foi o sofrimento físico que pôs tão rápido fim à vida de Cristo na cruz. Foi o peso esmagador dos pecados do mundo, e o senso da ira de Seu Pai. A glória do Pai, Sua mantenedora presença, haviam-nO abandonado, e o desespero pressionava sobre Ele seu peso esmagador de trevas, arrancando-Lhe dos pálidos e trêmulos lábios o angustioso grito: "Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?" Mat. 27:46.

Jesus unira-Se ao Pai na criação do mundo. Por entre os angustiosos sofrimentos do Filho de Deus, unicamente os homens cegos e iludidos permaneciam insensíveis. Os príncipes dos sacerdotes e os anciãos ofendiam o querido Filho de Deus em Suas ânsias de morte. Todavia a natureza inanimada geme em simpatia com Seu ensangüentado e moribundo Autor. A Terra treme. O Sol recusa-se a contemplar a cena. O céu se enegrece. Os anjos assistiram à cena de sofrimento até que não mais puderam contemplá-la, e ocultaram o rosto da horrenda visão.

Cristo está morrendo! Está como que sem esperança! É retirado o sorriso aprovador do Pai, e aos anjos não é permitido aclarar as sombras da hora terrível. Não podiam senão olhar em assombro a seu amado Comandante, a Majestade do Céu, a sofrer o castigo da transgressão do homem à lei do Pai.

As Profundezas

Até mesmo dúvidas assaltaram o agonizante Filho de Deus. Ele não podia enxergar para além dos portais do sepulcro. Não havia uma luminosa esperança a apresentar-Lhe Sua saída vitoriosa do túmulo, e a aceitação do sacrifício que fazia, por parte de Seu Pai. O pecado do mundo, com toda a sua terribilidade, foi sentido até ao máximo pelo Filho de Deus. A aversão do Pai pelo pecado, e a pena deste, que é a morte, era tudo quanto Ele podia divisar através desta espantosa treva. Foi tentado a temer que o pecado fosse tão ofensivo aos olhos de Seu Pai, que Ele não Se pudesse reconciliar com o Filho. A terrível tentação de que Seu Pai O houvesse abandonado para sempre, deu lugar àquele penetrante brado desprendido da cruz: "Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?" Mat. 27:46.

Cristo sentiu muito semelhantemente ao que os pecadores hão de sentir quando os cálices da ira de Deus forem derramados sobre eles. Negro desespero, como um manto, adensar-se-á em torno de suas almas culpadas, e então hão de avaliar na plenitude de sua extensão, a malignidade do pecado. A salvação lhes foi comprada pelo sofrimento e morte do Filho de Deus. Ela lhes pertenceria, caso a aceitassem voluntária e alegremente; ninguém, todavia, é obrigado a prestar obediência à lei de Deus. Se eles recusam o benefício celeste e preferem os prazeres e engano do pecado, têm sua escolha e, ao fim, recebem o salário que lhes pertence, que é a ira de Deus e a morte eterna. Ficarão para sempre separados da presença de Jesus, cujo sacrifício desprezaram. Terão perdido uma existência de felicidade e sacrificado a glória eterna pelos prazeres do pecado por um pouco de tempo.

A fé e a esperança vacilavam nas agonias de Cristo moribundo, pois Deus retirara a certeza que até então concedera a Seu amado Filho, de Sua aprovação e aceitação. O Redentor do mundo apoiou-Se então nas provas que até aí O haviam fortalecido, de que o Pai aceitava Seus labores, e estava satisfeito com Sua obra. Na agonia da morte, ao depor Ele a preciosa vida, tem de confiar unicamente pela fé nAquele a quem obedecer fora sempre Sua alegria. Não O animam claros, luminosos raios de esperança à direita ou à esquerda. Tudo se acha envolto em opressiva escuridão. Em meio da pavorosa treva experimentada pela compassiva natureza, sorve o Redentor o misterioso cálice até às fezes. Sendo-Lhe negada até a brilhante esperança e confiança no triunfo que obterá no futuro, clama Ele com grande voz: "Pai, nas Tuas mãos entrego o Meu espírito." Luc. 23:46.

Ele conhece o caráter do Pai, Sua justiça, misericórdia e grande amor, e submisso, entrega-Se-Lhe nas mãos. Por entre as convulsões da natureza, são ouvidas pelos assombrados espectadores as derradeiras palavras do Homem do Calvário.

A natureza compadeceu-se dos sofrimentos de seu Autor. A terra arquejante, as rochas a fenderem-se, proclamaram que era o Filho de Deus que acabava de morrer. Houve um forte terremoto. O véu do templo rasgou-se em dois. O terror apoderou-se de executantes e espectadores, ao verem o Sol envolto em trevas e sentirem a terra tremer debaixo de seus pés, ao mesmo tempo que viam e ouviam as rochas se partindo. Silenciaram as zombarias e escárnios dos principais sacerdotes e anciãos ao encomendar Cristo o espírito às mãos de Seu Pai. Pasma, a turba começou a retirar-se tateando o caminho através das trevas, em direção à cidade. Batiam no peito enquanto caminhavam e, com terror, mal ousando falar senão num murmúrio, diziam entre si: "Foi um inocente que foi morto. E se Ele era em verdade, como afirmava, o Filho de Deus?"

"Está Consumado"

Jesus não depôs a vida enquanto não terminou a obra que viera fazer, e exclamou com Seu último suspiro: "Está consumado." João 19:30. Satanás estava tão derrotado! Sabia estar perdido o seu reino. Os anjos regozijaram-se ao serem proferidas as palavras: "Está consumado." O grande plano da redenção dependente da morte de Cristo, fora até ali executado. E houve alegria no Céu para que os filhos de Adão pudessem, mediante uma vida de obediência, ser afinal exaltados ao trono de Deus. Oh! que amor! Que assombroso amor, que trouxe o Filho de Deus à Terra para ser feito pecado por nós, a fim de podermos ser reconciliados com Deus, e elevados a uma existência com Ele em Suas mansões de glória! Oh! que é o homem para que se pagasse um tão alto preço por sua redenção!

Quando os homens e mulheres puderem compreender mais plenamente a magnitude do grande sacrifício feito pela Majestade do Céu em morrer em lugar do homem, então será magnificado o plano da salvação, e as reflexões sobre o Calvário despertarão ternas, sagradas e vivas emoções na alma cristã. Terão no coração e nos lábios louvores a Deus e ao Cordeiro. Orgulho e egoísmo não podem florescer no coração que guarda vivas na memória as cenas do Calvário.

De pouco valor se afigurará este mundo aos que apreciam o grande preço da redenção humana, o precioso sangue do querido Filho de Deus. Nem toda a riqueza do mundo é suficiente em valor para redimir uma alma a perecer. Quem poderá medir o amor experimentado por Cristo para com um mundo perdido, ao pender Ele da cruz, sofrendo pelas culpas dos pecadores? Este amor foi imenso, infinito. -- Testemunhos Seletos, Vol. 1, págs. 226-231.